Idace Debate discute legado de Luiz Gama e relação entre abolição e questão da terra

3 de setembro de 2026 - 10:55 #

Encontro foi realizado na quinta-feira (3/09), no auditório da SDA, com participação do escritor Bruno Lima e mediação da secretária executiva da Igualdade Racial, Martír Silva

O Instituto do Desenvolvimento Agrário do Ceará (Idace) realizou, na quinta-feira (3 de setembro), mais uma edição do Idace Debate, iniciativa que promove reflexões sobre temas relacionados à questão agrária, ao desenvolvimento rural e às transformações sociais. Nesta edição, o tema foi “Luiz Gama: a abolição e a questão da terra”.

O debate contou com a presença de Bruno Lima, autor do livro Luiz Gama contra o Império: a luta pelo direito no Brasil da escravidão. A conversa foi mediada pela secretária executiva da Igualdade Racial, Martír Silva.

O encontro começou às 9h, no auditório da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), e teve entrada gratuita, sem necessidade de inscrição prévia.

A proposta foi ampliar a compreensão sobre a trajetória de Luiz Gama, um dos principais nomes da luta abolicionista no Brasil, e discutir as relações entre a abolição da escravidão, o direito e a histórica questão do acesso à terra no país.

Negro, filho de uma mulher africana livre e de um homem branco, Luiz Gama nasceu livre em 1830, foi escravizado ilegalmente na infância e, posteriormente, conquistou a própria liberdade. Tornou-se jornalista, poeta, advogado autodidata e uma das vozes mais contundentes contra a escravidão e o racismo no Brasil do século XIX. Sua atuação jurídica contribuiu para a libertação de centenas de pessoas escravizadas.

Ao trazer a trajetória de Luiz Gama para o centro do debate sobre a questão agrária, o Idace Debate buscou estimular uma reflexão sobre os efeitos da escravidão na formação da sociedade brasileira e sobre as desigualdades que permanecem relacionadas ao acesso a direitos, à propriedade e à terra.

O Idace Debate integra as ações do Instituto voltadas à promoção do conhecimento e à construção de espaços de diálogo sobre a realidade agrária cearense e brasileira, aproximando pesquisadores, gestores públicos, movimentos sociais, trabalhadores rurais e a sociedade em geral.